segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Agenda 2018

Janeiro - Dias 13 e 14 - Bagé

Fevereiro - dias 10 e 11 - Parque Estadual de Tainhas

Março - dias 10 e 11 - Margens do Rio Jacuí, local ainda a definir. Possivelmente será realizado próximo a barragem de Santo Amaro.

Abril - dia 08 - Morro Lohmann em Roca Sales. Já realizamos saídas para este local, conforme o relato.

Maio - dias 19 e 20 - Piquiri, interior de Encruzilhada do Sul.

Junho - ainda a definir as datas pois vamos tentar ir junto na saída de Aves Pelágicas da URFGS para Torres. Caso não tenhamos êxito, vamos para o Parque Nacional da Lagoa do Peixe em data a combinar.

Julho - dias 14 ou 15 - Maravalha, no interior de Cruzeiro do Sul e possivelmente até General Câmara.

Agosto - dias 04 e 05 - Marau

Setembro - dias 7, 8 e 9 - Floresta Nacional de São Francisco de Paula

Outubro - dias 13 ou 14 - Tamanduá, Marques de Souza

Outubro/Novembro - entre os dias 31/10 a 04/11 - Parque Estadual do Espinilho

Dezembro - dias 08 e 09 - Fazenda Lagoa do Coração com confraternização de encerramento do ano.



A ideia é intercalar locais dentro e fora dos Vales nas saídas mensais. No entanto, também ocorrerão saídas mais curtas para locais pouco conhecidos e utilizados para a prática de observação na nossa região. Intercalando locais dentro e fora dos vales, conseguimos abranger o máximo possível de locais no Estado, sem deixar de realizar as saídas no nosso quintal.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Coa Vales no Primeiro Encontro de Observadores de Aves Ornithos



Nascer do sol  na Baia de Antonina.                                                                                                         Foto Gabriela Santos



Olá observadores!

         Primeiramente quero agradecer ao Astor Gabriel pelo grande convite que me fizeste. OBRIGADO AMIGO!  Convite este, que consistia em conhecer o maior trecho continuo de Mata Alântica preservada de nosso país, localizado próximo a região litorânea do estado do Paraná, mais especificamente região  de Antonina e Morretes, e também participar do Primeiro Encontro de Observadores de Aves Ornithos. Aqui vai um breve relato do espetacular feriado que passamos, eu, a Gabriela, Morci e Astor naquela abençoada região.
        Partimos do Vale do Taquari na quinta-feira, dia 12 de outubro, bem cedo, por volta das 4:30h da manhã. Seguimos em direção norte, pela BR 116, chegando a Serra da Graciosa já no anoitecer e com chuva, com o pouco que se deu pra ver do local, prometia.
        Ao amanhecer e seguindo nosso cronograma de saídas,  que primeiramente seria observar aves estuarinas  no município de Morretes, e como estávamos hospedados em Antonina, nos deslocamos por mais ou menos 15km  de carro .  Chegando ao local,  antes de embarcarmos, a bicharada já dava as caras. Dois jovens indivíduos da espécie Lavadeira Mascarada ( Fluvicola nengeta), estavam sendo alimentados pelos pais. Era o meu primeiro "lifer"! Embarcamos  e seguimos em direção aos Pirizais.  Os primeiros habitantes a serem vistos foram vários jovens Papa Piris ( Tachuris rubrigastra) em vários pontos do rio, mais adiante um casal de Sargento ( Angelasticus thilius) pousou na nossa frente, permitindo fotos. Seguimos adiante e encontramos um único espécime adulto de Papa Piri, que exibiu todas as suas cores e beleza. O bicho é fenomenal! Também foram avistadas outras espécies como o Bate Bico (Phleocryptes melanops), o Amarelinho do Junco ( Pseudocolopteryx flaviventris), o João Pobre ( Serpophaga nigricans), mas a estrela do dia ainda não tinha dado as caras.  Navegávamos em meio a um labirinto de rios,  com o passar do tempo o calor já ia aumentando,  já se aproximava do meio dia, quando o guia especializado em aves de estuário, Thiago Machado,  resolveu dar a última cartada, já no apagar das luzes, graça a persistência do guia, foi localizado um casal de Bicudinho do Brejo ( Formicivora acutirostris), espécie considerada em perigo de extinção. O casalzinho nos permitiu fazer várias imagens, e com o sentimento de dever cumprido, retornamos bem satisfeitos.


Fêmea de Bicudinho-do-Brejo                                                               Foto Alexandre Picoli


Fêmea de Sargento                                                                    Foto Alexandre Picoli

Lavadeira-Mascarada                          Foto Alexandre Picoli

Jovem Papa-Piri                                                                                                                                    Foto Astor Gabriel

Amarelinho-do-Junco         Foto Alexandre Picoli


Vista dos pirizais em primeiro plano a direita e a serra ao fundo.                                                           Foto Gabriela Santos

Astor atento a qualquer movimento                                 Foto Gabriela Santos
       Com a primeira saída riscada do cronograma, e com sucesso, retornamos a Antonina. Depois do almoço, participamos das palestras do dia e mais tarde tiramos um tempo pra conhecer a cidade e as aves que por ali estavam, como  a Garça Azul ( Egretta caerulea), Bentevizinho de Penacho Vermelho ( Myiozetetes similis) e outros.


Garça-Azul                                                                                             Foto Alexandre Picoli

Bentevizinho-de-Penacho-Vermelho                                Foto Alexandre Picoli

Jovem Garça-Azul                               Foto Alexandre Picoli
    





  No segundo dia, o local escolhido pelos organizadores foi a Serra do Mar, cerca de 20km de Antonina, na divisa com São José dos Pinhais. Fomos guiados pelo Cauã  Meneses, especialista em aves de altitude. O ambiente era muito parecido com a região alta do Vale do Taquari, porém com algumas espécies diferentes. De cara a avistamos a Saíra Lagarta ( Tangara desmaresti). Entre algumas vocalizações conhecidas se escutava algo novo, imagens foram poucas. Já ao final da trilha, a viração nos pegou, diminuindo ainda mais as chances de fotos, no entanto alguns registros ainda foram feitos. Então nos encaminhamos de volta a van que nos levou ao local de origem.

Saíra-Lagarta                                                                      Foto Morci Schmidt

Viração violenta                                                                                                                                   Foto Gabriela Santos

Beija-Flor-Rubi                                                                            Foto Alexandre Picoli

Turma que participou da saída                                                                                                           Foto Gabriela Santos

Cuiú-Cuiú                   Foto Alexandre Picoli
   Na parte da tarde participamos de algumas palestras e após resolvemos ir até a região onde fica o balneário da cidade, Ponta da Pita, onde observamos algumas aves que por ali estavam, como o Savacu de Coroa ( Nyctanassa violacea) que era novidade para todos. E o segundo dia assim foi concluído, várias espécies, paisagens e pessoas novas foram conhecidos


Savacu de Coroa                                                                     Foto Alexandre Picoli        

Ponta da Pita                                                                                                                                 Fotógrafo  desconhecido
 

         Com o tempo não colaborando muito, ao amanhecer do terceiro dia nos deslocamos de van ao local da observação, que seguindo o cronograma seria Matas de Baixada. O local escolhido desta vez foi uma vila de colaboradores de uma antiga companhia de eletrificação, fincada no meio da Floresta Ombrófila Densa. Neste local, além de algumas residencias, se localiza a sede da Ornithos e uma pousada. O lugar é espetacular, eu moraria facilmente por lá. Era ave pra tudo que era lado, foi como um sonho. Nem sabia o que focar! Aves desconhecidas aqui e ali, foi uma correria. O Teque-Teque (Todirostrum poliacephalum) pulava de galho em galho, o Gritador  (Siryster sibilator)  cantava no alto de uma árvore, o Benteví Pirata ( Legatus leucophaius) também deu as caras , um bando enorme de Jacuaçú ( Penelope obscura) ficou a metros do pessoal, isso antes de adentrar a trilha.



Teque- Teque                           Foto Alexandre Picoli

Jacuaçú                                                                                Foto Alexandre Picoli

Gritador                                                                                 Foto Astor Gabriel
    

      Nos deslocamos para trilha, fomos guiados pelo João Arthur Scremim. Já de início apareceu o Pula Pula Ribeirinho ( Myiothlypis rivularis), junto com ele infelizmente a chuva. Fico imaginando aquele local em um belo dia de sol. Na trilha, quase tudo que cantava ou aparecia era novidade, espécies como, Borralhara ( Mackenziaena severa), Beija flor Rajado ( Ramphodon naevius), Tico Tico do Mato ( Arremon semitorquatus) sem chance pra fotos, Capitão de Saíra (Attila rufus), Papa Formiga de Grota (Myrmoderus aquamosus), Miudinho ( Myiornis auricularis), uma infinidade de cores, tamanhos e cantos, o que nos deixava boquiabertos. Extasiados, mas um pouco frustrados pela condição de luz por conta do mau tempo. O que nos força a um dia voltar ao local. Com as horas passando rápido, como em todas saídas a campo, se aproximava do meio-dia, e não querendo voltar, nos deslocamos a Antonina. Na memória vou guardar este grande dia pro resto de minha vida, uma verdadeira overdose ornitológica.
Beija-Flor-Rajado                                                 Foto Alexandre Picoli
Pessoal que participou da saída Matas de Baixada                                                                                   Foto Gabriela Santos
 

A hora da ação.                                                  Foto Gabriela Santos

Borralhara                                      Foto Alexandre Picoli

Miudinho                                           Foto Morci Schmidt

Papa-Taoca-do-Sul Fêmea                              Foto Alexandre Picoli
   Já no almoço de domingo, pensava eu nos objetivos da viagem, e como se tratava do último dia, me dei conta que não tinha fotografado Saíras, que pra mim era o grande objetivo. Como tínhamos a tarde livre, resolvemos ir a Morretes, onde pegamos o mesmo caminho que do primeiro dia. Pura sorte!   De carro pela beira do rio Nhundiaquara, nos deparamos com uma cena pra lá de especial, que me fez atingir meu grande ojetivo.  A beira da estrada, um corredor de árvores de médio porte, Marianeira ou Fruta-do-Sabiá ( Acnistus arborescens), Saíras-Militares (Tangara cyanocephala) e Sete-Cores ( Tangara seledon), Tiê-Galo (Lanio cristatus), Viuvinha (Colonia colonus), Garrinchão- de-Bico-Grande ( Cantorchilus longirostris), Gaturamo-verdadeiro ( Euphonia violacea) .....Ufa......Quantas cores! Agora sim, o final de semana estava completo e poderíamos ir embora tranquilos. Apesar do dia cinzento, sempre lembrarei deste local como multicolorido, isso tudo pelas belas aves que ali habitam, não importando o tempo.
Saíra-Sete-Cores                                                                                                                                Foto Alexandre Picoli

Capitão-de-Saíra      Foto Alexandre Picoli

Saíra-Militar                                                                                                                                      Foto Alexandre Picoli

Tiê-Galo                                                                                                                                                 Foto Alexandre Picoli 

Gaturamo-Verdadeiro                           Foto Alexandre Picoli

Garrinção-de-Bico-Grande                   Foto Alexandre Picoli


Viuvinha                                                                                                                                                     Foto Astor Gabriel
       

           Já na segunda -feira,  nos encaminhamos cedo da manhã. Subimos a Graciosa devagar e fotografando. Chuva, chuvisqueiro, neblina e pássaros, muitos pássaros. Chegamos ao final da serra por volta das 10:30h, então retornamos ao Rio Grande via BR 101.

  No topo da Graciosa o sol predominava

Pórtico de entrada da Serra da Graciosa 


        O  feriado foi sensacional, e novamente agradeço ao convite do Astor e da companhia dele e do Morci. 
         Esses quatro dias me fizeram pensar e voltar ao passado, a mais ou menos uns seis anos, onde observávamos eu e a Gabriela aquela minúscula ave no alto de uma figueira, em que, mais tarde, depois de pesquisar, fiquei sabendo seu nome. Era uma Mariquita!  E por consequência o Birdwatching. Bendita Mariquita! Após seis anos, quantos lugares e pessoas fenomenais que conheci, lugares estes como a Serra da Graciosa e dos amigos Astor e Morci. E muitos outros belos lugares e pessoas de bem que certamente estamos por conhecer.
          Que seja o primeiro de muitos encontros de observadores! E aproveitando para parabenizar a iniciativa da Ornithos por organizar este belo evento.
          Fico por aqui! Espero que tenham gostado. ATÉ BREVE!   


Selfie com a galera do Coa Vales 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Relatos

Buenas amigos

Neste tópico realizarei um resumos das saídas de observação que realizei sozinho, ou na companhia de amigos, durante o mês de outubro.

        Na primeira saída, no dia 14 de outubro, fui até o Jardim Botânico de Lajeado. A área é boa para uma escapadinha ornitológica dentro da cidade. Já fui muitas vezes lá no decorrer destes anos de observador. Posso dizer que meus primeiros passos como apaixonado por aves foram dados neste local. Nós, eu e JBL, temos uma boa história de companhia, hehehe. Desde o tempo em que frequentava com assíduo o JB, tenho registrado cerca de 110 espécies de aves no local. Já avistei um gato do mato pequeno lá, no início de novembro de 2010.
       Neste último dia que fui lá, cheguei por volta de 16h da tarde. Comecei pela entrada e fui subindo as trilhas, evitei a trilha da cascata por causa do barulho. Subi toda a trilha, até a Av. Benjamin Constant, depois retornei pela trilha do tatu. Quando chegava de volta na entrada da trilha da cascata, parei para observar uma Synallaxis cinerascens (pi puí) dando o ar da graça. Fiquei praticamente imóvel por alguns minutos e quando me viro para retornar a caminhar, percebo alguém caminhando silenciosamente na trilha. Vinha ele de cabeça baixa, na tranquilidade de quem está com a vida ganha. Quando chegou, a cerca de 10 metros de mim, parou e me olhou nos olhos. Peguei o binóculo e ficamos trocando olhares por alguns instantes. Resolvi pegar o celular para tentar uma foto, mas não deu tempo. O meu companheiro de trilha era um indivíduo de Puma yagouaroundi (gato mourisco). Lindo demais. Nunca havia visto um destes pessoalmente. Fiquei muito, muito feliz com o encontro. Foi demais.
         Os destaques da tarde, relacionado a aves, fica por conta do Legatus leucophaius (bem te vi pirata). Escutei um individuo na subida da trilha, bem próximo ao local que avistei o gato na volta. Esta espécie não é tão comum em lajeado, encontrei ela algumas vezes somente, sendo que esta foi a segunda vez. Na semana seguinte havia um indivíduo perto da minha casa, ficou cantando por ali durante dois dias e depois não vi mais.

A lista completa pode ser conferida aqui


       Na segunda saída, tive o prazer da companhia do Kadinho (Ricardo Lau). Desta vez fomos para o interior de Sério. O dia prometia chuva, mas segurou a manhã toda e conseguimos realizar a passarinhada na boa. O Kadinho havia estado lá uma semana antes, quando encontrou o Trogon rufus (surucuá de barriga amarela). 
      A manhã foi excelente, avistamos inúmeras espécies. De início, escutamos a Grallaria varia (tovacuçu) cantando do outro lado do riacho. Fomos subindo e estes cantaram em diversos pontos da trilha. Havia inúmeros indivíduos desta espécie, mas não conseguimos realizar um registro. Também fomos surpreendidos por, possivelmente, um casa de Triclaria malachitacea (sabiá cica). Estes fulanos são muito silenciosos quando estão parados, dificultando a observação. No final, encontramos uma Erythrina falcata (corticeira da serra) carregada de flores e, consequentemente, de beijas flor. Em determinados momentos, podia-se ver mais de 5 indivíduos voando no topo. Tivemos dificuldades de identificar alguns devido a altura da copa da mesma.

A lista completa pode ser conferida aqui.


       Na terceira saída, estive no morro gaúcho acompanhado do grande amigos Astor. Estivemos na face sudoeste do Morro Gaúcho. Nesta porção, tem vegetação bem preservada, apesar das inúmeras trilhas que foram abertas no local por trilheiros, e mais recentemente, por praticantes de corrida de montanha. Logo na chegada avistamos um bando de Ictinia plumbea (sovi) sobrevoando o local. Chamou-nos a atenção em virtude do horário, pois ainda era antes das 7h. A manhã foi produtiva, apesar do pouco tempo que ficamos por lá.

A lista completa pode ser conferida aqui.



até a próxima amigos

sábado, 16 de setembro de 2017

Exposição de fotos do Coa Vales no primeiro encontro do amor animal - Agrovida

O futura se encontra na nova geração
Foto Gabriela Santos
                            
                              10 de setembro de 2017


         O Coa Vales foi convidado a participar, no último domingo ( dia 10/09 )  com sua exposição itinerante de fotos. O evento do qual participamos foi o Primeiro Encontro do Amor Animal - Agrovida, na cidade de Arroio do Meio. As fotos foram expostas na rua coberta onde ocorreu o evento. Houve bastante interesse por parte do público, que se mostrou curioso sobre o assunto. Diversas perguntas, curiosidades e histórias, por eles contadas, envolvendo os emplumados. Realizamos um "corpo a corpo" com as pessoas interessadas, falamos um pouco sobre a prática de observação de aves, ambientes e locais que procuramos para observar, da oportunidade de aliar a conservação/preservação de ambientes naturais com a geração de renda com o turismo de observação de aves. Falamos também sobre as espécies de aves que se encontram perto de nós, nos quintais de nossas casas, nas praças e parques da cidade. Comentamos ainda, que, aprisionar animais silvestres é crime sujeito a punições. Aos mais interessados, também discutimos um pouco sobre a importância do cidadão cientista, ou da ciência cidadã. Em que cidadãos comuns auxiliam pesquisadores na obtenção de dados. Bem, a conversa rolou solta, hehehe. Por várias vezes fomos elogiados pela iniciativa. Ao interagir com o público ficou claro que  os pássaros fazem parte de nosso cotidiano, bem mais que achamos, o dia a dia fica bem mais alegre com suas cores e cantos.
                 
             Agradecemos  AGROVIDA  pelo convite.



Interagindo com o público
Foto Gabriela Santos
Exposição feito varal, para os passarinhos ficarem livres ao vento. Fotografia de Cleberton Bianchini

         

Observação de aves em Tamanduá, Marques de Souza.

Olá observadores!

Grupo que participou da saída
Foto de Gabriela Santos

         03 de setembro de 2017

       Tentando manter o revezamento de uma saída por mês em cada região, seguimos dando sequência a isso, observando agora no Vale do Taquari, município escolhido desta vez foi Marques de Souza, no distrito de Tamanduá. Local este com encostas montanhosas de vegetação com vários estágios de regeneração, as margens do arroio que leva o mesmo nome.
       Chegamos  ao nascer do sol, por volta das 6:30 horas, onde já nos aguardava o pessoal vindo de Arroio do Meio, Morci, Astor e Tiago, esse último participando pela primeira vez de nossas saídas. Seja bem vindo! Juntando-se a eles  no local eu, meu irmão André, Cleberton e minha mulher Gabriela.                                                                                                                                                             Ao mesmo tempo em que dávamos  boas vindas ao novo integrante escutávamos a bicharada que já estava bem ativa. Várias espécies vocalizavam, dentre elas o Platyrinchus mystaceus  ( Patinho), Myiopagis viricata ( Guaracava de Crista Alaranjada), Chamaeza campanisona ( Tovaca Campanhia), a recém avistada na região Chamaeza ruficauda ( Tovaca de Rabo Vermelho) entre outras. Os primeiros minutos já nos davam uma dica de como seria a manhã, onde os ouvidos seriam nossa principal ferramenta de reconhecimento de espécies. Com o passar dos minutos, a claridade ia aumentando, junto com ela a esperança de alguns registros fotográficos. Como todo passarinheiro bem sabe, fotografar em meio a mata não é tão fácil assim, a falta de luz e o ambiente não colaboram.
        Seguimos pela estrada geral por alguns metros , observando algumas espécies que por ali se apresentavam como Tachyphonus coronatus ( Tiê Preto), Turdus albicollis  ( Sabiá Coleira), Schiffornis virescens  (Flautim), entre uma ave e outra que mais se escutava do que enxergava, aguçando ainda mais nossa audição,  foi quando ao longe se escutou o tão aguardado novo registro para o Vale do Taquari,  com registro apenas  para o Vale do Rio Pardo e se sabia da possível ocorrência na região, o que era questão de tempo. Grallaria varia ( Tovacuçú)! Alegria imensa entre o grupo, mas sabíamos que um registro fotográfico seria quase impossível, mas o sonoro não. Ledo engano, o equipamento de gravação estava com a bateria descarregada.



Guaracava de Crista Alaranjada
Foto Alexandre Picoli

Flautim
Foto Alexandre Picoli

      Voltamos então ao local de nossa chegada, e nos encaminhamos para o início da trilha ( estrada abandonada de uma antiga moradia), seguimos sob mata fechada até  chegar a uma antiga propriedade. Onde um   Lochmias nematura ( João Porca) vocalizava  a beira de um riacho,  Euphonia chalybea (Cais Cais) e o  Pyrrhocoma ruficeps   (Cabecinha Castanha) deram o ar da graça, um  Heliobletus contaminatus (Trepadorzinho) pulava de galho em galho em uma Pitangueira, isso nos deixou bem alegres, outra espécie observada pela primeira vez no Vale do Taquari. A estrada na sequência apresentava em suas margens mata em regeneração com muita capoeira o que se estendeu por centenas de metros onde várias espécies de aves que apreciam este tipo de ambiente, Synallaxis ruficapilla  ( Pichororé), Poecilotriccus plumbeiceps (Tororó), Comptostoma obsoletum (Risadinha),   Drymophila malura ( Choquinha Carijó).
      
Cabecinha Castanha
Foto de Morci  Schmidt
            

Limpa Folha de Testa Baia
Foto de Morci Schmidt

     Chegamos então a outra parte com um pouco mais de mata, onde o Astor e o Morci já observavam um casal de Leptopogon amaurocephalus  (Cabeçudo) supostamente em plena construção de ninho, estavam colhendo material para tal. Neste mesmo local encontramos um único indivíduo  de Turdus Flavipes  (Sabiá Una) macho, espécie que foi avistada a não muito tempo atrás pela primeira vez na região. Um pouco mais a frente o Cleberton apanhava de um Scytalopus speluncae  (Tapaculo Preto). Como já se passava da metade da manhã decidimos então retornar.                 
                                                            Cabeçudo                                                                                                            
    Foto de Alexandre Picoli                               
     

Pula Pula Assobiador
Foto Alexandre Picoli



Sabiá Una
Foto Alexandre Picoli
     No retorno pela mesma trilha outras espécies foram escutadas, Cyanoloxia  brissonii (Azulão),  Lathrotriccus euleri ( Enferrujado), Batara cinerea (Matracão), Mackenziaena leachii ( Borralhara Assobiadora) e para alegria de todos um casal de Ouriço resolveu fazer pose para todos do grupo e nos permitiu fazer fotos.

 
Ouriço    
          A manhã foi bem agradável, apesar de pouco tempo de observação, teve uma boa quantidade de espécies registradas, que pode ser vista aqui. Os destaques foram o casal de Trepadorzinho e o Tovacuçu, este último escutado em, no mínimo, dois locais diferentes, que foram acrescentados a lista do Vale do Taquari.  Além de tudo isso o mais importante, aquele momento de contato intenso com a natureza e suas belezas, o que nos deixou de baterias carregadas para aguentar uma semana de trabalho que logo se iniciaria. Fico por aqui, espero que tenham gostado do relato. 
             
          Até mais!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Lagoa do Coração - Rio Pardo/RS

         A Lagoa do Coração encontra-se situada no município de Rio Pardo-RS. A lagoa situa-se às margens do Rio Jacuí, dentro de uma fazenda. A sede da fazenda está a 12,3 km do asfalto que liga Rio Pardo a Pantano Grande, e a 17 km do trevo de acesso principal a cidade de Rio Pardo.

Foto 1: Árvore solitária no campo. Fotografia de Alexandre picoli.

Foto 2: Nascer do solo no açude próximo a sede da fazenda. Fotografia de Cleberton Bianchini

Foto 3: Nascer do sol próximo a sede da fazenda. Fotografia de Gabriela Santos.

Foto 4: Diversas flores encontradas pelo campo na primavera. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Foto 5: Diversas flores encontradas pelo campo na primavera. Fotografia de Cleberton Bianchini.
       Os ambientes encontrados no local são variados, possuindo áreas com campos, espaços com pequenos banhados, áreas com pastagem para gado, áreas de mato na margem do Rio Jacuí e também das lagoas, além dos ambientes aquáticos das lagoas. As trilhas ou caminhos são diversos, ficando a cargo de cada observador escolher o ambiente que deseja percorrer.
Figura 5: Pequeno banhado dentro do campo. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 6: Borda de mato próximo a lagoa. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 7: Entrada do mato na trilha que leva até próximo ao rio. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 8: Vista geral do campo com pequeno banhado ao fundo. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 9: Exemplar arbóreo de porte elevado. Fotografia de Samuel Oliveira.

     O local possui infraestrutura que poderá ser disponibilizada, ou não, para o visitante. A propriedade é particular, e sempre que houver interesse de visitar o local deve-se realizar contato prévio com o proprietário solicitando autorização para acesso. A fazenda possui casa de hóspedes que talvez poderá ser utilizada mediante contato prévio com o proprietário.
Figura 10: Vista geral da frente da casa principal. Fotografia de Gabriela Santos.
          As espécies de aves que merecem destaque neste local são a Cistothorus platensis (corruira do campo). Sendo que na primeira saída avistamos somente um indivíduo, mas na segunda avistamos diversos indivíduos e em diferentes pontos. Também foram avistados o Campylorhamphus falcularius (arapaçu de bico torto), Amaurospiza moesta (negrinho do mato), Chamaeza campanisona (tovaca campainha), Carpornis cucullata (corocochó), Nyctidromus albicollis ( bacurau), entre outras tantas espécies. Também a registro do Crotophaga major (anu corroca) no trabalho do Accordi e Barcellos (2006), mas que até agora não foi encontrado.
Figura 11: Campylorhamphus falcularius (arapaçu de bico torto). Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 12: Carpornis cucullata (corocochó). Fotografia Cleberton Bianchini

Figura 13: Cistothorus platensis (corruira do campo). Fotografia de Cleberton Bianchini


           O local local é muito bonito e excepcionalmente atrativo para observadores de aves. O Coa Vales realizou duas saídas para este local, e a lista de espécies sempre foi maior que 100 espécies em ambas as vezes. A primeira saída pode ser conferida aqui e a segunda aqui

Sintam-se convidados em participar na próxima saída que faremos para lá