sexta-feira, 3 de março de 2017

Observações de Fevereiro

     Destas vez farei um relato um pouco diferente. Comentarei duas saídas, uma especificamente para observação e outra não, para dois locais distintos.
      O primeiro relato é sobre a saída mensal de observação de aves do COA Vales. Desta vez tivemos um número reduzido de participantes em virtude de diversos fatores, somente eu e o Felipe, mas mantivemos o cronograma. Depois de tentar ir por três vezes ano passado e não conseguir por causa da chuva, que também atrapalhou e tivemos que adiar uma vez este ano. Conseguimos ir para o Perau da Nega em Boqueirão do Leão. O local é um ponto turístico do município e em seu entorno tem uma área de aproximadamente 800 hectares de vegetação nativa. Estávamos muito ansiosos com esta saída fazia tempo. Acordamos cedinho e seguimos para o local, chegando lá por volta de 7 horas.
       Começamos fazendo uma caminhada na estrada que leva até a cachoeira, por ali estava tudo muito tranquilo e poucas aves. Continuamos por mais de uma hora observando na estrada e resolvemos voltar e fazer a trilha perto do rio. Descemos cerca de um km nesta trilha e também não foi tão proveitosa em termos de observação. No avançar das horas da manhã, já estava bastante quente e a bicharada estava ainda mais quieta. Ao todo, avistamos 40 espécies durante a manhã. A lista completa pode ser conferida aqui. Os destaques ficam por conta de um casal de Euphonia chalybea (cais cais) e de dois indivíduos de Scytalopus speluncae (tapaculo preto) que escutamos em diferentes pontos. Ambos não são tão comuns de se encontrar aqui pelas nossa região.
         O segundo relato será de um acampamento que fiz com uns amigos no interior do município de Dois Lajeados, na Casa Recanto da Ferrovia. Este local fica no vale do Rio Guaporé, com matas bem preservadas e áreas enormes com vegetação nativa. Um dos locais mais bem preservados do Vale do Taquari. A lista contém registros de avistamentos que fiz durante a minha estadia no local e também de uma hora de observação no domingo pela manhã no entorno do local. Ao todo, foram 62 espécies registradas durante o sábado de tarde e noite, e domingo de manhã e tarde. A lista completa pode ser conferida aqui. Os destaques ficam por conta da Chamaeza ruficauda (tovaca de rabo vermelho) que escutei em dado momento e consegui gravar um vídeo na câmera, sendo identificada posteriormente por um amigo. Este local é promissor para observação de aves devido as matas bem preservadas, sugiro voltarmos mais vezes pra lá.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Cronograma 2017



Cronograma do COA Vales para 2017
Data: 14 e 15/01/2017
Local: Piquiri e Margens do Camaquâ, no interior do Município de Encruzilhada do Sul.
Acesso: maiores informações com João e Rodrigo.
Observações: No Piquiri é possível realizar observação da estrada, pois a circulação é livre por estradas e corredores entre as propriedades. Pode-se fazer o trajeto de carro ou a pé, aproveitando os melhores locais. O local apresenta diversidade de ambientes, como campos nativos e antropizados, matas de galeria nas margens dos arroios, algumas plantações e também áreas com silvicultura. O local está distante cerca de 60 km da sede do município. Não se tem uma estimativa das espécies encontradas lá, visto que as observações são realizadas informalmente por dois integrantes do COA Vales. Nas margens do Rio Camaquâ, existem várias áreas que podem ser exploradas nesta região, mas citarei somente uma. O acesso pode ser feito via RS471 até a ponte do Rio Camaquã. É uma trilha com livre acesso e com cerca de 8 km de extensão até a localidade de Pesqueiro Rico. A trilha é feita por um antigo caminho, hoje estrada abandonada, pelas margens do Rio. Durante o percurso há diversos tipos de ambientes e de paisagens, com áreas bem preservadas. Não se tem uma lista de espécies do local, pois os integrantes realizam observações esporádicas por lá.
Figura 1: Piquiri. Fonte: Imagem do Google Earth, elaborado por Cleberton Bianchini.


Figura 2:  Margens do Rio Camaquâ, no interior do município de Encruzilhada do Sul. Fonte: Imagem do Google Earth, elaborado por Cleberton Bianchini.

Data: 12-02-2017
Local: Perau da Nega no interior do município de Boqueirão do Leão
Acesso: Seguir por uma estrada de chão, por cerca de 5km a partir da prefeitura de Boqueirão do Leão.
Observações: Local com cerca de 800 hectares de vegetação. O local é um ponto turístico do município e não tem problema de ir praticar observação lá. Tem-se a possibilidade de fazer algumas trilhas no local, tanto na parte de baixo como na parte de cima do perau (não conheço a trilha superior). Até o momento não realizamos observações lá, mas a área parece promissora, além de que o Belton menciona a ocorrência de Spizaetus tyrannus (Gavião pega macaco) e Procnias nudicollis (Araponga).
 Figura 3: Perau da Nega no interior do município de Boqueirão do Leão.  Fonte: Imagem do Google Earth, elaborado por Cleberton Bianchini.

Data: 12-03-2017
Local: caminho de Constantino no interior de Progresso.
Acesso: Partindo de lajeado, deve-se seguir pela BR 386, em direção a Soledade, até a ponte sobre o Rio Fão, tornar a esquerda e seguir pela estrada de chão por cerca de 18 km.
Observações: Realizaremos um trajeto de cerca de 3,3 km nas encostas do Rio Fão. Não conheço o local, mas parece-me uma estrada de circulação de veículos.
Figura 4: Caminho de Constantino no interior de Progresso: Fonte: Imagem do Google Earth, elaborado por Cleberton Bianchini.

Data: 09-04-2017
Local: Caminho no Viaduto 13, no interior do Município de Vespasiano Corrêa.
Acesso: seguir por estrada de chão, por cerca de 18 km, a partir do acesso ao V13 na cidade de Muçum na RS 129.
Observações: O local fica no vale do Rio Guaporé, próximo ao Viaduto 13 (V13). O V13 é um importante ponto turístico da região do Vale do Taquari estando situado a 18km da RS 130, na altura da cidade de muçum. Tem a possibilidade de alojamento do Refúgio Eco Explorer (www.refugioexplorer.com.br) com capacidade de alojamento para 26 pessoas. A trilha sugerida tem cerca de 3,5 km e está situada toda dentro da mata. A região apresenta altitudes na casa dos 400 metros e possui uma grande área de vegetação interligada devido ao Vale do Rio Guaporé. Ainda não se tem uma lista de espécies do local, visto que não realizamos nenhuma saída de observação para este local.
Figura 5:  Caminho sugerido próximo ao V13, no interior do município de Vespasiano Corrêa. Fonte: Imagem do Google Earth, elaborado por Cleberton Bianchini.

Data: 14/05/2017
Local: Fazenda Lagoa do Coração, no interior do Município de Rio Pardo.
Acesso: próximo a cidade, falar com Samuel para combinar com o proprietário da Fazenda.
Observações: Já realizamos saída para este local no ano de 2015, foi muito proveitosa. Registramos 124 espécies somente em um dia. Possui diversidade de ambientes com campos e vegetação florestal além de áreas alagadas e lagoas, fica na transição do Pampa com a Mata Atlântica. Os proprietários colocaram à disposição um local para pernoite caso desejarmos fazer mais observações lá. O relato completo desta saída pode ser conferido aqui.
Figura 6:  Fazenda Lagoa do Coração, no interior do município de Rio Pardo. Fonte: Imagem do Google Earth, elaborado por Cleberton Bianchini.

Data: 11/06/2017
Local: Morro Lohmann, no interior do Município de Roca Sales.
Acesso: Partindo de Lajeado, deve-se ir para Colinas, de lá seguir para Roca Sales e tornar a direita antes de chegar na cidade.
Observações: O morro Lohmann está localizado no município de Roca Sales, no lado oposto do Rio Taquari na altura do Morro Gaúcho. A trilha apresenta cerca de 2 km, com uma porção bastante inclinada. Trata-se de um bom fragmento de vegetação bem preservado. Já realizamos algumas saídas para lá, em média avistamos cerca de 70 espécies. Os destaques ficam por conta da Hemitriccus obsoletus (catraca) e do Amaurospiza moesta (negrinho do mato). Também é possível observar por lá Stephanophorus diadematus (sanhaço frade), Titýra cayana (anambé branco de rabo preto) entre outras espécies. Segundo informações repassadas oralmente pelo Glayson Bencke, também é possível encontrar lá o Hydropsalis forcipata (bacurau tesoura gigante). A lista prévia pode ser conferida aqui.
Figura 7:  Percurso no Morro Lohmann, no interior do município de Roca Sales. Fonte: Imagem do Google Earth, elaborado por Cleberton Bianchini.

Data: 16/07/2017
Local: Tamanduá, no interior do Município de Marques de Souza.
Acesso: seguir pela BR386 até o distrito de Tamanduá, em Marques de Souza.
Observações: Já realizamos saída para lá no ano de 2015. O relato da saída pode ser conferida no Blog do COA Vales.


Figura 8:  Percurso em Tamanduá, no interior do município de Marques de Souza. Fonte: Imagem do Google Earth, elaborado por Cleberton Bianchini.

Data: 15/08/2017
Local: Maravalha, no interior do Município de Cruzeiro do Sul.
Acesso: começamos a observar atrás do salão da comunidade.
Observações: Já realizamos saída para este local e o relato pode ser conferido no blog do Coa Vales.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Observação de aves no município de Encruzilhada do Sul

         Seguindo a ideia de realizar uma saída de observação de aves por mês, o COA Vales seguiu para o município de Encruzilhada do Sul. Nossa saída ocorreu durante o final de semana dos dias 14 e 15 de janeiro. Existem dois integrantes do COA que são de Encruzilhada, o Rodrigo e o João, que organizaram a saída. Felizmente o Rodrigo não pode participar pois o filhote dele nasceu no meio da semana, saúde pro guri que acabou de vir ao mundo e felicidades ao amigo e família. Mas, o Seu João nos recebeu muitíssimo bem em sua casa. Também encontramos um casal de Rio Grande que estava visitando o Seu João e realizaram uma saída conosco.
         Os guris de Encruzilhada vem fazendo um papel de destaque no encontro de espécies por aquelas bandas. Hoje, o município apresenta 252 espécies registradas no site wikiaves. Este elevado número de espécies para o município é reflexo da paixão dos dois para observação, além das potencialidades do município devido a diversidade de ambientes. Parabéns pelo excelente trabalhado que vocês vem realizando no município.
          Saímos do Vale do Taquari em cinco pessoas (Astor, Alexandre, André, Cleberton e Tafael), até Santa Cruz do Sul. Então, juntaram-se a nós, mais o Samuel e o Jardel, e de lá seguimos para Encruzilhada. Chegamos na cidade por volta das 17 horas, encontramos o seu João e conversamos um pouco por ali. Ele nos relatou que no início da tarde haviam encontrado o Piranga flava (sanhaço de fogo) próximo da casa dele. Então, resolvemos dar uma incerta e ver se o bicho aparecia novamente. Mas infelizmente não apareceu. Ficamos observando por umas duas horas ali por perto, entramos em um potreiro e seguimos em direção ao riacho. Durante a tardinha avistamos inúmeras espécies, podendo citar o Megarynchus pitangua (neinei), Patagioenas cayennensis (pomba galega), Vireo chivi (juruviara), Tapera naevia (saci), Sporagra magellanica (pintassilgo), Empidonomus varius (peitica), Veniliornis spilogaster (picapauzinho verde carijó), Cyanocorax caeruleus (gralha azul), entre outros tantos.
Figura 1: Passarinhando próximo a cidade. Fotografia de Astor Gabriel.
Figura 2: Até um Arco-Íris nos foi dado. Fotografia de Astor Gabriel.
Figura 3: Empidonomus varius (peitica). Fotografia de Astor Gabriel.
Figura 4: Veniliornis spilogaster (picapauzinho verde carijó). Fotografia de Astor Gabriel.
        No início da noite ficamos esperando para ver se o Hydropsalis parvula (bacurau chintã) aparecia. Mas não foi desta vez. Voltamos para casa do Seu João e jantamos. Aliás, um jantar para os deuses gaúchos. Um churrasco maravilhoso, feito no capricho pelo Seu João. Após a janta, saímos novamente para ver se encontrávamos umas espécies noturnas. Encontramos somente o Hydropsalis torquata (bacurau tesoura).
         Domingo pela manhã, acordamos cedinho e seguimos para as margens do Rio Camaquâ, já na divisa com Canguçu. No caminho, saímos do asfalto e seguimos por uma estrada de chão. No trajeto avistamos inúmeras espécies, podendo citar o Theristicus caerulescens (maçarico real ou curicaca real), Myiophobus fasciatus (filipe), Cyanoloxia brissonii (azulão), Schoeniophylax phryganophilus (bichoita), Sicalis luteola (tipio), entre outras tantas espécies.
Figura 5: Theristicus caerulescens (maçarico real ou curicaca real). Fotografia de Astor Gabriel.
        Chegamos às margens do Rio Camaquâ, por volta das 7h30min. Deixamos os carros e seguimos para trilha. O local apresenta matas bem preservadas, com subbosque fechado e árvores imponentes. Havia muitos exemplares de Pirapiptadenia rigida (angico). Realizamos uma trilha de aproximadamente 1,5 km dentro da mata, seguindo o rio. Neste momento observamos algumas espécies de mata, como o Sittasomus griseicapillus (arapaçu verde), Chamaeza campanisona (tovaca campainha), Pyrrhocoma ruficeps (cabecinha castanha), além de um bando de Amazona pretrei (papagaio charão) que passaram voando sobre nós. Também avistamos um Sclerurus scansor (vira folha) nos sacaneando. É, sim senhor, o fulano estava nos sacaneando. Vou explicar. Escutamos uma vocalização e não conseguimos identificar. Ficamos apreensivos, pois o som estava próximo a nós e não avistávamos o emissor. Certo momento avistamos o Sclerurus scansor, mas ainda procurávamos o emissor do som, pois não era nenhum dos cantos conhecidos do vivente. Então, ficamos observando atentamente até ele cantar e, EURECA, era o Sclerurus scansor fazendo aquele som. Então ele virou na nossa direção e disse "pegadinha do malandro, yé yé", hahaha. Esta parte é brincadeira.
Figura 6: Indivíduo de Sclerurus scansor (vira folha), autora da pegadinha. Fotografia de Cleberton Bianchini
Figura 7: Observadores reunidos ao lado de um belo exemplar de Pirapiptadenia rigida (angico). Fotografia de Samuel Oliveira.
            Seguimos o baile, ainda intrigados com o canto do Sclerurus scansor. Saímos da mata e chegamos em uma área de campos com pastagens. Nesta área ainda avistamos um indivíduo de Heterospizias meridionalis (gavião caboclo) pousado em um moirão. Que logo alçou voo e recebeu a companhia de mais um que veio vocalizando forte. Também avistamos um Anthus lutescens (caminheiro zumbidor), Cathartes aura (urubu de cabeça vermelha), Agelaioides badius (asa de telha), além de uma passarada fazendo a festa com as frutinhas vermelhas de um exemplar de Matayba elaeagnoides (camboatá branco).
Figura 8: Frutinha de  Matayba elaeagnoides (camboatá branco) e que fazem a alegria das aves. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 9: Pessoal voltando do capão. Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 10: Não queria dizer, mas, teve gente pulando a cerca na saída. Fotografia de Cleberton Bianchini.
          No retorno, resolvemos dar uma passadinha nas cascalheiras do Rio Camaquâ, para tentar a sorte. Avistamos dois indivíduos de Phaetusa simplex (trinta réis grande), mais dois de Charadrius collaris (batuíra de coleira) e um indivíduo adulto e mais um filhote de Hydropsalis torquata (bacurau tesoura). Enquanto descansávamos um pouco, ainda apareceu mais um casal de Megaceryle torquata (martim pescador grande) na margem do rio. Resolvemos retornar para a cidade e no caminho, não muito longe do local que estávamos, avistamos alguns indivíduos de Amazonetta brasiliensis (ananaí) em um banhadinho e um indivíduo de Ciconia maguari (joão grande) que passou voando por nós. Na chegada na cidade, ainda observamos umas aves no quinta da casa do Seu João, que aliás, é um magnífico quintal.
           Foi um final de semana muito proveitoso. Foram 111 espécies avistadas na saída, sendo que a lista completa pode ser conferida aqui. Os destaques ficaram por conta do bando de Amazona pretrei (papagaio charão) que passou sobrevoando a área em que estávamos, o encontro com o Megarynchus pitangua (neinei) tão ao sul e a malandragem do Sclerurus scansor (vira folha). Não conseguimos identificar o motivo de ele estar cantando assim, vale uma observação para os próximos encontros com a espécie.
          No mais, foi um final de semana muito bom. Gostaria de agradecer mais uma vez a hospitalidade do Seu João e família.
Nos vemos na próxima pessoal.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Perau de Janeiro - Arvorezinha e Soledade


O Perau de Janeiro está localizado na Linha Torres Gonçalvez no município de Arvorezinha. O local encontra-se distante cerca de 20 km da cidade de Arvorezinha e fica nas margens do Rio Forqueta, na divisa com o município de Soledade. O perau possui, aproximadamente, 200 metros de altura e encontra-se no município de Soledade, ou seja, do outro lado do Rio Forqueta.
Figura 1: Vista geral frontal do Perau, próximo ao Rio. Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 2: Vista geral frontal do perau, de longe. Fotografia de Cleberton Bianchini.
 
Figura 3: Vista da Cachoeira. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 4: Vista do topo do perau, no sentido sul para a trilha da cachoeira. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 5: Vista geral do topo do perau, no sentido norte. Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 6: Vista geral da área de acampamento. Fotografia de Graziela Civa.
         Existem duas trilhas no local, mas a mais conhecida e realizada é a trilha que leva até a cachoeira. Ela apresenta cerca de 2 km de extensão, passando por capoeiras e matas de galeria ao lado do Rio. Esta trilha não possui grandes subidas ou descidas, não apresenta maiores dificuldades e exigência de esforço físico por parte do observador. Existe também, a trilha que leva ao topo do Perau. Esta trilha é mais complicada de se fazer, pois exige um certo nível de preparo físico e disposição para transpor o Rio e encarar cerca de 1 km morro acima, bem puxado em alguns pontos. Esta trilha apresenta uma parte de mata em regeneração, uma parte com mata mais fechada e outra parte com arbustos em meio a rochas, e ainda, no topo tem-se as lavouras de culturas anuais (geralmente soja). Esta trilha é difícil e exige bastante preparo físico para a subida com um desnível de mais de 200 metros.
 
Figura 7: Identificação das trilhas em imagem do Google Earth Pró. Elaborado por Cleberton Bianchini.

           O local possui infraestrutura para receber visitantes e apresenta 3 cabanas mobiliadas que acomodam 20 pessoas, além de local para acampamento. O local recebe visitações somente nos finais de semana, e quando chove não ocorre abertura. Para acesso, existe a cobrança de ingressos, no valor de R$ 5,00 por pessoa. O local oferece bebidas e está em implantação a disponibilidade de oferecimento de lanches em geral. Maiores informações devem ser tratadas diretamente com os proprietários, através de uma página no facebook, neste link, ou contato direto com a filha dos administradores, Graziela Civa, através do fone (51) 99986-1404 ou e-mail grazicivaa@yahoo.com.br.
Figura 8: Vista externa geral de uma das cabanas. Fotografia Graziela Civa
Figura 9: Vista interna geral de uma das cabanas. Fotografia Graziela Civa.
Figura 10: Vista geral do quiosque central. Fotografia Graziela Civa.
          As espécies de aves que merecem destaque neste local são a Geranoaetus melanoleucus (águia chilena ou serrana), Phyllomyias virescens (piolhinho verdoso), Pionopsitta pileata (cuiú cuiú), Stephanophorus diadematus (sanhaço frade), Elaenia obscura (tucão), Cyanocorax caeruleus (gralha azul), entre outras espécies. Na saída do local também há registros do Xanthopsar flavus (veste amarela) e do Sporophila pileata (caboclinho branco). Além das espécies de aves, existe a ocorrência do Melanophryniscus admirabilis (sapinho admirável de barriga vermelha), que é endêmico do local sendo que maiores informações sobre a espécie podem ser obtidas neste site. Também não poderíamos deixar de mencionar da ocorrência no local da Trithrinax brasilliensis (palmeira leque, carandá, buriti, entre outros nomes) que encontra-se Criticamente em perigo de extinção, segundo o Decreto 52.109/2014 e de uma espécie de veado que, possivelmente seja o Mazama nana (veado bororó do sul ou veado mão curta), mas não podemos afirmar com certeza absoluta devendo prestar atenção. Tem duas espécies do gênero Mazama que estão ameaçadas de extinção no Estado, segundo o Decreto 51.797/2014. 
 
Figura 11: Geranoaetus melanoleucus (águia chilena ou serrana). Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 12: Elaenia obscura (tucão). Foto de Cleberton Bianchini.
Figura 13: Pachyramphus polychopterus (caneleiro preto). Fotografia de Astor Gabriel.
Figura 14: Sporophila pileata (caboclinho branco). Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 15: Bando de Xanthopsar flavus (veste amarela) ao lado da rodovia. Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 16: Além das aves, também é possível encontrar outras coisas. Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 17: Trithrinax brasilliensis próximo ao topo do Perau. Fotografia de Samuel Oliveira.



           O local local é de encher os olhos de alegria, de confortar a alma e o espírito com a tranquilidade e de fortalecer os pulmões com as trilhas, ar puro e banho de cachoeira. Em termos de avifauna, até o presente momento existem registros de aproximadamente 100 espécies de aves para o local. A lista de espécies registradas até o momento pode ser conferida aqui.

            Certamente vale uma visita.