segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Perau de Janeiro - Arvorezinha e Soledade


O Perau de Janeiro está localizado na Linha Torres Gonçalvez no município de Arvorezinha. O local encontra-se distante cerca de 20 km da cidade de Arvorezinha e fica nas margens do Rio Forqueta, na divisa com o município de Soledade. O perau possui, aproximadamente, 200 metros de altura e encontra-se no município de Soledade, ou seja, do outro lado do Rio Forqueta.
Figura 1: Vista geral frontal do Perau, próximo ao Rio. Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 2: Vista geral frontal do perau, de longe. Fotografia de Cleberton Bianchini.
 
Figura 3: Vista da Cachoeira. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 4: Vista do topo do perau, no sentido sul para a trilha da cachoeira. Fotografia de Cleberton Bianchini.

Figura 5: Vista geral do topo do perau, no sentido norte. Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 6: Vista geral da área de acampamento. Fotografia de Graziela Civa.
         Existem duas trilhas no local, mas a mais conhecida e realizada é a trilha que leva até a cachoeira. Ela apresenta cerca de 2 km de extensão, passando por capoeiras e matas de galeria ao lado do Rio. Esta trilha não possui grandes subidas ou descidas, não apresenta maiores dificuldades e exigência de esforço físico por parte do observador. Existe também, a trilha que leva ao topo do Perau. Esta trilha é mais complicada de se fazer, pois exige um certo nível de preparo físico e disposição para transpor o Rio e encarar cerca de 1 km morro acima, bem puxado em alguns pontos. Esta trilha apresenta uma parte de mata em regeneração, uma parte com mata mais fechada e outra parte com arbustos em meio a rochas, e ainda, no topo tem-se as lavouras de culturas anuais (geralmente soja). Esta trilha é difícil e exige bastante preparo físico para a subida com um desnível de mais de 200 metros.
 
Figura 7: Identificação das trilhas em imagem do Google Earth Pró. Elaborado por Cleberton Bianchini.

           O local possui infraestrutura para receber visitantes e apresenta 3 cabanas mobiliadas que acomodam 20 pessoas, além de local para acampamento. O local recebe visitações somente nos finais de semana, e quando chove não ocorre abertura. Para acesso, existe a cobrança de ingressos, no valor de R$ 5,00 por pessoa. O local oferece bebidas e está em implantação a disponibilidade de oferecimento de lanches em geral. Maiores informações devem ser tratadas diretamente com os proprietários, através de uma página no facebook, neste link, ou contato direto com a filha dos administradores, Graziela Civa, através do fone (51) 99986-1404 ou e-mail grazicivaa@yahoo.com.br.
Figura 8: Vista externa geral de uma das cabanas. Fotografia Graziela Civa
Figura 9: Vista interna geral de uma das cabanas. Fotografia Graziela Civa.
Figura 10: Vista geral do quiosque central. Fotografia Graziela Civa.
          As espécies de aves que merecem destaque neste local são a Geranoaetus melanoleucus (águia chilena ou serrana), Phyllomyias virescens (piolhinho verdoso), Pionopsitta pileata (cuiú cuiú), Stephanophorus diadematus (sanhaço frade), Elaenia obscura (tucão), Cyanocorax caeruleus (gralha azul), entre outras espécies. Na saída do local também há registros do Xanthopsar flavus (veste amarela) e do Sporophila pileata (caboclinho branco). Além das espécies de aves, existe a ocorrência do Melanophryniscus admirabilis (sapinho admirável de barriga vermelha), que é endêmico do local sendo que maiores informações sobre a espécie podem ser obtidas neste site. Também não poderíamos deixar de mencionar da ocorrência no local da Trithrinax brasilliensis (palmeira leque, carandá, buriti, entre outros nomes) que encontra-se Criticamente em perigo de extinção, segundo o Decreto 52.109/2014 e de uma espécie de veado que, possivelmente seja o Mazama nana (veado bororó do sul ou veado mão curta), mas não podemos afirmar com certeza absoluta devendo prestar atenção. Tem duas espécies do gênero Mazama que estão ameaçadas de extinção no Estado, segundo o Decreto 51.797/2014. 
 
Figura 11: Geranoaetus melanoleucus (águia chilena ou serrana). Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 12: Elaenia obscura (tucão). Foto de Cleberton Bianchini.
Figura 13: Pachyramphus polychopterus (caneleiro preto). Fotografia de Astor Gabriel.
Figura 14: Sporophila pileata (caboclinho branco). Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 15: Bando de Xanthopsar flavus (veste amarela) ao lado da rodovia. Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 16: Além das aves, também é possível encontrar outras coisas. Fotografia de Cleberton Bianchini.
Figura 17: Trithrinax brasilliensis próximo ao topo do Perau. Fotografia de Samuel Oliveira.



           O local local é de encher os olhos de alegria, de confortar a alma e o espírito com a tranquilidade e de fortalecer os pulmões com as trilhas, ar puro e banho de cachoeira. Em termos de avifauna, até o presente momento existem registros de aproximadamente 100 espécies de aves para o local. A lista de espécies registradas até o momento pode ser conferida aqui.

            Certamente vale uma visita.